segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Day by Day


O toque do despertador é a minha trilha sonora da "Hora do Pesadelo". Nãaaaaaaaaao, por favor, quero ficar na minha cama quentinha...Mas a realidade me chama às 5h da matina e preciso ir ao seu encontro.

Alcançar uma meta, pagar as contas do mês, ser uma cidadã responsável, não ser demitida por abandono de emprego, juntar tempo de serviço para a tão sonhada aposentadoria...dos mais simples aos mais radicais esses são apenas alguns dos motivos que me impulsionam a não ceder à tentação de ficar na cama e esquecer da vida, do dever, de tudo e de todos. Ainda em estado de "onde estou, pra onde vou" embarco no metrô e aí os mistérios são muitos. Primeiro deve-se tomar um imenso cuidado para não passar das 6h10 da manhã para embarcar nessa viagem desafiadora, verdadeira aventura. Se passar disso corro o risco de chegar ao trabalho e pensarem que levei uma surra no caminho, com hematomas, mal jeito, dor de cabeça, enfim, chegar com a sensação de fim de expediente. Agora se embarco antes das 6h chego no trabalho cedo demais, encontro ruas vazias e suspeitas no Centro de SP e faço o caminho achando que algum zumbi saído do filme Resident Evil está atrás de mim.
Bom, chega de descrever o trajeto da agonia, bora trabalhar! Xii, faz 10 minutos que a repórter saiu da redação e o telefone toca disparando aquele som que a gente pede a Deus pra não ouvir tão cedo, pois siginica B.O.: problema ligando pra mim (a cobrar). O motorista não apareceu, o cinegrafista vai atrasar, o entrevistado não foi, o personagem desistiu, o local não tem estacionamento...socorroooooooooo!!!!!
Corre, corre, liga pra um, liga pra outro, factual, mudanças, novo endereço, novo horário, nova marcação. Mas o jornalismo revela a normalidade destes fatos em sua rotina sem rotina. Bora caçar pauta que amanhã a agenda urge. E antes do fim do dia que venha mais uma reunião de pauta e quanta coisa pra checar e melhorar...
É assim mesmo. Quem escolheu a profissão não sai dela, quem tá nela aconselha: só entre se tiver muita convicção e paixão, pois o rojão é dos grandes.
Mas imaginar outra coisa? Não posso. Muito prazer, sou jornalista!

be happy!

Nenhum comentário:

Postar um comentário